Portuguese poem
Sol Poente
Tardinha... «Avè Maria, Mãe de Deus...» E reza a voz dos sinos e das noras... O sol que morre tem clarões d'auroras, Águia que bate as azas pelos ceus!
Horas que tem a côr dos olhos teus... Horas evocadoras d'outras horas... Lembranças de fantásticos outroras, De sonhos que não tenho e que eram meus!
Horas em que as saudades, p'las estradas, Inclinam as cabeças mart'risadas E ficam pensativas... meditando...
Morrem verbenas silenciosamente... E o rubro sol da tua bôca ardente Vai-me a pálida bôca desfolhando...