Portuguese poem
Sol Posto
Sol posto. O sino ao longe dá Trindades Nas ravinas do monte andam cantando As cigarras dolentes... E saudades Nos atalhos parecem dormitando...
É esta a hora em que a suave imagem Do bem que já foi nosso nos tortura O coração no peito, em que a paisagem Nos faz chorar de dor e d'amargura...
É a hora também em que cantando As andorinhas vão p'lo meio das ruas Para os ninhos, contentes, chilreando...
Quem me dera também, amor, que fosse Esta a hora de todas a mais doce Em que eu unisse as minhas mãos às tuas!...