Portuguese poem
Sonho Vago
Um sonho alado que nasceu um instante, Erguido ao alto em horas de demência... Gotas de água que tombam em cadência Na minh'alma tristíssima, distante...
Onde está êle o Desejado? O Infante? O que há de vir e amar-me em doida ardência? O das horas de mágoa e penitência? O Príncipe Encantado? O eleito? O Amante?
E neste sonho eu já nem sei quem sou... O brando marulhar dum longo beijo Que não chegou a dar-se e que passou...
Um fogo-fátuo rútilo, talvez... E eu ando a procurar-te e já te vejo!... E tu já me encontraste e não me vês!...