Portuguese poem
Sou Eu!
Pelos campos em fora, pelos combros, Pelos montes que embalam a manhã, Largo os meus rubros sonhos de pagã, Emquanto as aves poisam nos meus ombros...
Em vão me sepultaram entre escombros De catedrais duma escultura vã! Olha-me o loiro sol tonto de assombros, E as nuvens, a chorar, chamam-me irmã!
Ecos longínquos de ondas... de universos... Ecos dum mundo... dum distante Além, Donde eu trouxe a magia dos meus versos!
Sou eu! Sou eu! A que nas mãos ansiosas Prendeu da vida, assim como ninguém, Os maus espinhos sem tocar nas rosas!