Versos Portuguese Florbela Espanca Sombra

Portuguese poem

Sombra

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De olheiras rôxas, rôxas, quasi prêtas, De olhos limpidos, dôces, languescentes, Lagos em calma, pálidos, dormentes Onde se debruçassem violetas...

De mãos esguias, finas hastes quietas, Que o vento não baloiça em noites quentes... Noturno de Chopin... risos dolentes... Versos tristes em sonhos de Poetas...

Beijo dôce de aromas perturbantes... Rosal bendito que dá rosas... Dantes Esta era Eu e Eu era a Idolatrada!...

Oh! tanta cinza morta... o vento a leve! Vou sendo agora em ti a sombra leve D'alguem que dobra a curva duma estrada...