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Portuguese poem

Suavidade

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Poisa a tua cabeça dolorida Tão cheia de quiméras, de ideal, Sobre o regaço brando e maternal Da tua doce Irmã compadecida.

Has de contar-me nessa voz tão qu'rida A tua dôr que julgas sem igual, E eu, p'ra te consolar, direi o mal Que á minha alma profunda fez a Vida.

E has de adormecer nos meus joelhos... E os meus dedos enrugados, velhos, Hão de fazer-se leves e suaves...

Hão de poisar-se num fervôr de crente, Rosas brancas tombando dôcemente. Sobre o teu rosto, como penas d'aves...