Portuguese poem
Supremo Enleio
Quanta mulher no teu passado, quanta! Tanta sombra em redor! Mas que me importa? Se delas veio o sonho que conforta, A sua vinda foi três vezes santa!
Erva do chão que a mão de Deus levanta, Fôlhas murchas de rojo à tua porta... Quando eu fôr uma pobre coisa morta, Quanta mulher ainda! Quanta! Quanta!
Mas eu sou a manhã: apago estrêlas! Hás de ver-me, beijar-me em tôdas elas, Mesmo na bôca da que fôr mais linda!
E quando a derradeira, emfim, vier, Nesse corpo vibrante de mulher Será o meu que hás de encontrar ainda...