Portuguese poem
Se d'entre as lidas do enredado foro
by Francisco Álvares de Nóbrega (1773–1806)
Se d'entre as lidas do enredado foro, Que das Musas louçãs desdenha o mimo, Do fértil monte ao sempre verde cimo Vás inda alguma vez, Jardim sonoro.
Se do metro suave o som canoro, A cujo encanto o gasto alento animo, Inda sabe em teu seio achar arrimo, E a Lyra adoras, bem como eu a adoro;
Acolhe brandamente em teu recinto A escassa produção com que à luz saio,(…)
De mim só fala, lê-lo sem desmaio Porque eu fiz por tratar do mal que sinto, Sem me queixar de quem me forja o raio.
Poema enviado ao Dr. Luis António Jardim relatando a sua prisão no Aljube do Funchal.