Versos Portuguese Francisco Álvares de Nóbrega Sádías virações da madrugada

Portuguese poem

Sádías virações da madrugada

by (1773–1806)

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Sádías virações da madrugada, Que as folhas embalais d’este arvoredo, Entrando n'este sitio inda mais cêdo, Que a dubia luz da aurora marchetada.

Agora que repousa a doce Amada Em lençoes de jasmins seu corpo lêde, Um pouco respirai mais em segredo, Sádías virações da madrugada.

Respeitai de Marilia o somno brando Nos ramos d'estes álamos copados, As subtis azas placidas feixando.

Tende em morno silencio os verdes prados, Durma a causa do mal que estou passando, Em quanto dorme, dormem meus cuidados.