Portuguese poem
Iv
by Francisco Palha (1827–1890)
Quem me descobre a razão d'esta infame grosseria?... Consultando minha tia, disse-me ella:--És um ratão! Coisas tuas!...-- «Coisas minhas?! Ora essa!» --De quem são? Se teu pae sem ter gallinhas te deu boa creação?!-- Mais ainda me condemna ser a mulher que offendi segunda Venus de Milo! Que remorso o que eu senti, e que nó no gorgomilo, quando, absorto, o que era vi!... Que ao fallar olhei... Por Christo! juro que olhei sem ter visto.