Portuguese poem
A Viuva
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Á Senhora D. Margarida Street
Fóra de portas vive. É silenciosa A modesta vivenda em que ella habita, Ali correu-lhe a vida bonançosa, Ali golpeou-lhe os seios a desdíta.
Raro de quando em quando uma visita Novas lhe traz da vida tumultuosa, E ella sorrindo a furto, descuidosa, No azul os olhos em silencio fita.
Sósinha e triste a pallida viuva, Por essas noites de invernia e chuva, A um honesto e feminil labor se entrega.
E, alta noite, levanta, em dôr sepulta, O olhar, que fixa, e demorado prega No eterno Ausente que num quadro avulta.
Also available with a spoken translation into English in the reader.