Portuguese poem
Annos Depois
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A Bernardo Pindella
Juncto de um catre vil, grosseiro e feio, Por uma noite de luar saudoso, Camões, pendida a fronte sobre o seio, Scisma embebido num pesar luctuoso...
Eis que na rua um cantico amôroso Subitaneo se ouviu da noite em meio: Já se abrem as adufas com receio... Noite de amôres! que trovar mimoso!
Camões acorda, e á gelosia assôma, E aquelle canto, como um antigo arôma, Resuscita-lhe os risos do passado.
Viu-se moço e feliz, e ah! nesse instante, No azul viu perpassar, claro e distante, De Natercia gentil, o vulto amado...
Also available with a spoken translation into English in the reader.