Versos Portuguese Gonçalves Crespo Adeus!

Portuguese poem

Adeus!

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Uma vez, numa camara elegante, De um contador no marmore de rosa, Entre os mil nadas feminis que exhalam Uns aromas subtis que nos embalam, Vi uma concha pallida e graciosa.

Sentira eu nella um som confuso e triste, Como o dos sinos em remota aldeia; Pobre concha! morria de saudade Daquella vaga e triste immensidade Do mar que chora na deserta areia.

Olha, querida, como nessa concha, Anda chorando em mim continuamente Essa timida voz que tu soltaste, Essa palavra ADEUS que murmuraste Aos meus ouvidos languida e tremente!

Also available with a spoken translation into English in the reader.