Versos Portuguese Gonçalves Crespo Chymeras

Portuguese poem

Chymeras

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A meu tio João de Almeida e Albuquerque

O mar já me tentou: aspirações fogosas Fizeram-me idear phantasticas viagens; Eu sonhava trazer de incognitas paragens Noticias immortaes ás gentes curiosas.

Mais tarde desejei riquezas fabulosas, Um palacio escondido em múrmuras folhagens, Onde eu fosse occultar as candidas imagens Das virgens que evoquei por noites silenciosas.

Mas tudo isso passou: agora só me resta Das chymeras que tive, uma visão modesta, Um sonho encantador, de paz e de ventura.

É simples; uma alcôva, um berço, um innocente, E uma esposa adorada, envolta, a negligente! De um longo penteadôr na immaculada alvura...

Also available with a spoken translation into English in the reader.