Versos Portuguese Gonçalves Crespo Fervet Amor

Portuguese poem

Fervet Amor

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Ao dr. Antonio Candido

Dá para a cêrca a estreita e humilde cella D'essa que os seus abandonou, trocando O calôr da familia ameno e brando Pelo claustro que o sangue esfria e gela.

Nos florões manuelinos da janella Papeiam aves o seu ninho armando, Veêm-se ao longe os trigos ondulando... Maio sorri na pradaria bella.

Zumbe o insecto na flôr do rosmaninho: Nas giéstas pousa a abelha ébria de gôso: Zunem bezouros e palpita o ninho.

E a freira scisma e córa, ao vêr, ancioso, Do seu cátre virgineo sobre o linho Um par de borboletas amoroso.

Also available with a spoken translation into English in the reader.