Portuguese poem
No Jogo Das Cannas
A Camillo Castello Branco
Em garbosos corceis da Arabia cavalgando Entram na larga arêna os próceres luzidos; Corusca a pedraria, e esplendem, fluctuando, Dos cocáres a pluma e a sêda dos vestidos.
A quadrilha gentil dos Tavoras ardidos, Com os lacaios da Tôrre um prélio simulando, Terça galhardamente; o apparatoso bando Deixa os olhos da turba em extase embebidos.
Nas janellas do paço é toda a fidalguia: Que jocundo prazer, que risos, que alegria! Espectaculo augusto, e nobre, e singular!
O sexto Affonso applaude: emtanto, maliciosa, Maria de Nemours, sorrindo, a incestuosa! No cunhado, subtil, poisa o lascivo olhar...