Versos Portuguese Gonçalves Crespo O Coveiro

Portuguese poem

O Coveiro

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A Alberto Braga

Elle entrou cabisbaixo e silencioso Na immunda tasca, e foi sentar-se a um canto; Deram-lhe vinho, recusou, o espanto Cresceu no olhar do taberneiro oleoso.

Elle era o mais antigo e o mais ruidoso Dos freguezes da casa: ao obsceno canto Ninguem prestava mais lascivo encanto Ao som magoado de um violão choroso.

Mas o velho sentára-se distante Da alegre turba, a vista lacrymante Mergulhada nas chammas do brazido...

Disse um da roda: «espanta-me o coveiro!» --Morreu-lhe ha pouco a filha...--distrahido Volveu da bisca um contumaz parceiro.