Portuguese poem
O Velhinho
A J. Cesar Machado
Aquelle que ali vae triste e cançado E mais tremente que os juncaes do brejo. Foi outrora o mais bello e o mais amado Entre os moços do antigo logarejo.
Nas fitas d'esse labio desmaiado Quantas mulheres tremulas de pejo Não sorveram os néctares do beijo Dos trigaes sobre o leito perfumado!
Hoje é velhinho, e falla dos francezes Aos rapazes da eschola, e ás raparigas Que não cançam de ouvil-o... As mais das vezes
Sobre a ponte, sósinho, ouve as cantigas Das que lavam no rio, e o olhar extende Ao sol que ao longe na agonia esplende...