Portuguese poem
Odor Di Femina
A Alberto Pimentel
Era austero e sizudo; não havia Frade mais exemplar nesse convento; No seu cavado rôsto macilento Um poêma de lagrimas se lia.
Uma vez que na extensa livraria Folheava o triste um livro pardacento, Viram-no desmaiar, cahir do assento, Convulso, e tôrvo sobre a lágea fria.
De que morrêra o venerando frade? Em vão busco as origens da verdade, Ninguem m'a disse, explique-a quem pudér.
Consta que um bibliophilo comprára O livro estranho e que, ao abril-o, achára Uns dourados cabellos de mulher...