Portuguese poem
Entre aplausos gentis com luz preclara
by Gregório de Matos (1636–1696)
Entre aplausos gentis com luz preclara Resplandece do sol a monarquia, E o Príncipe da Luz, que o céu regia Estático a carroça ardente pára.
E com razão: pois vê, se bem repara, outro novo Faetonte neste dia, E sente arder o mundo, como ardia, Quando ao filho o governo delegara.
Pare pois, e repare, que o decreta Astréia, porque aprenda no alto pólo Ditames de luzir deste Planeta.
Sua fama andará de pólo a pólo, Pois o Jove, que empunha uma gineta, Faetonte é na luz, no garbo Apolo.