Portuguese poem
A Victoria Colonna
by João de Deus
Não sei que ha de divino, força é crêl-o N'esses teus olhos d'uma luz tão pura Que, ao vêl-os, tive logo por segura Aquella paz que é meu constante anhelo.
Filha de Deus, nossa alma aspira a vêl-o; Desprezando caduca formosura, Ella, em seu giro eterno, só procura A fórma, o typo universal do bello.
Não póde amar, não deve, uma alma casta Fugaz belleza, graça transitoria, Coisa que o tempo leva, o tempo gasta.
Nem tambem alma digna de memoria Póde amar o prazer, que o bruto arrasta, Em vez do puro amor--sombra da gloria.
MIGUEL-ANGELO.
Coimbra.
* * * * *