Portuguese poem
Eram pretos — maviosos
by José da Silva Maia Ferreira (1827–1881)
Eu amo os olhos que fallam, Que vibram no coração.
J. Aboim.
Os olhos pardos amei, Pelos azues já morri; Mas por estes que fitei Desde logo endoideci Quem me déra ser senhor Desses olhos de candôr, Que amaria com fervôr Esse rosto em quem os vi.
Porem, baldada esperança! — Esses olhos não são meus; Mostraram-me esquivança, Por ser contra as leis de Deus. Já a outro dado haviam O qu’elles ternos diziam, O amor qu’elles sentiam, Quaes eram os votos seus!