Versos Portuguese Luís Delfino A calúnia

Portuguese poem

A calúnia

by (1834–1910)

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A Reinaldo Carlos

Fere a negra calúnia a fronte mais divina, Como o céu mais azul o furacão invade; E mais vezes o raio, o vento, a tempestade As altas construções e as montanhas fulmina;

Porém, quando passado o mau tempo, ilumina Seus frontões colossais o sol da imensidade, À rocha no alcantil, na catedral à ruína Dão-lhe à eterna grandeza a eterna majestade.

Ao fogo é que se arroja o bronze mutilado, Que ferve, flui, e lança ao molde preparado O herói que se levanta em meio à multidão.

Para o escultor erguer a criação mais bela, Golpeia o monte, e espreme o mármore, e o modela A pancadas de malho e a golpes de alvião...