Portuguese poem
A catástrofe
by Luís Delfino (1834–1910)
É Ela, sim! É Ela!... mas despida Do feérico encanto, que a envolvia; Sem essa misteriosa luz do dia, Em que andou sempre, ou cri andar, vestida.
Ela, sim! na penumbra de outra vida, Numa mádida névoa doentia: Noutro tempo invejava-lhe a alegria O rir, no próprio rir ao ser vencida.
Caudava-a em festa um triunfal alv´roço... Beijava-a o azul do céu em redemoinho! Do hino a rasto aos seus pés já sons não ouço...
Vesgo Silêncio entrava-lhe o Caminho... Não é assim que o furacão a um fosso Lança o pássaro, e o canto, e o tronco e o ninho?!...