Versos Portuguese Luís Delfino Acaso na espessura

Portuguese poem

Acaso na espessura

by (1834–1910)

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Achei-me só com ela na espessura: Como? não sei. — Quisemos conhecê-los, Os cantos todos desse bosque; vê-los, Como quem outra cousa não procura.

Como polido a tórculo, vidrento, Transparente, lustroso, o azul profundo Stava em cima de nós nesse momento.

De um largo beijo rápido a circundo; Não era um gozo já, era um tormento; E era o céu aos meus pés, não era o mundo.

Como esmagado sob essa ventura, Eu me escondia atrás dos seus cabelos: Deus, dos felizes, tem por certo zelos, Pois que tudo que é bom tão pouco dura!...