Versos Portuguese Luís Delfino João Valjean e Deus

Portuguese poem

João Valjean e Deus

by (1834–1910)

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Quando a nuvem, com que os olhos cerra, O anjo da morte lha deitou num beijo, E o poeta enfim deixou de ser da terra, Houve no céu então um só desejo:

Queriam todos vir, como em cortejo, Buscá-lo: era um barulho, era uma guerra!... Deus porém asas cândidas descerra, E diz: — Vou eu: já para abaixo adejo... —

Mas um, que o olhar humildemente fita, Cheio de noite e estrelas da manhã, Na imaculada luz... — que lhe permita...

(Com o olhar só, suplicava aquela dita...) Deus tornou: — Pois vai tu, vai, João Valjean... - Pondo mais sóis na abóbada infinita...