Portuguese poem
Eu me aparto de vós, Nymphas do Tejo
Eu me aparto de vós, Nymphas do Tejo, Quando menos temia esta partida; E se a minha alma vai entristecida, Nos olhos o vereis com que vos vejo.
Pequenas esperanças, mal sobejo, Vontade que razão leva vencida, Presto verão o fim á triste vida, Se vos não tórno a ver como desejo.
Nunca a noite entretanto, nunca o dia, Verão partir de mi vossa lembrança: Amor, que vai comigo, o certifica.
Por mais que no tornar haja tardança, Me farão sempre triste companhia Saudades do bem que em vós me fia.