Portuguese poem
Ferido sem ter cura perecia
Ferido sem ter cura perecia O forte e duro Télepho temido Por aquelle que na agua foi metido, E a quem ferro nenhum cortar podia.
Quando a Apollineo Oraculo pedia Conselho para ser restituido, Respondeo-lhe, tornasse a ser ferido Por quem o ja ferira, e sararia.
Assi, Senhora, quer minha ventura; Que ferido de ver-vos claramente, Com tornar-vos a ver Amor me cura.
Mas he tão doce vossa formosura, Que fico como o hydropico doente, Que bebendo lhe cresce mór seccura.