Portuguese poem
Crítica variada - Diário do RJ
Cá tudo é fausto e sólido; Cada hora é de anos mil; De idade a idade, medra-nos Sempre mais verde abril.
Limpa o suor da púrpura Ao fúnebre lençol; Vai receber a féria; Descansa; é posto o sol.
Onde, entre as frescas árvores Da vida e da ciência, Nos rulha a pomba mística Ternuras e inocência.
E foi, entre os heróicos, Teus dons fascinadores, Como um argênteo lírio Em vasos de mil flores.
Quem, entre tão geral, tão mísera orfandade, Se atreve a mendigar, em nome da saudade, Um frio monumento, um bronze inerte e vão! Temem deslembre um pai? Que pedra iguala a história? Um colosso caduco é símbolo da glória? Se a pirâmide assombra, os Faraós quem são?