Portuguese poem
É um velho paiz, de luz e sombras
É um velho paiz, de luz e sombras, Onde o dia traz pranto, e a noite a scisma; Um paiz de orações e de blasphemia, N'elle a crença na duvida se abysma.
Ahi mal narce a flôr o verme a corta, O mar é um escarcéo, e o sol sombrio; Se a ventura n'um sonho transparece A suffoca em seus braços o fastio.
Quando o amor, qual sphynge indecifravel, Ahi vai a bramir, perdido o sizo... Ás vezes ri alegre, e outras vezes É um triste soluço esse sorriso...
Vive-se n'esse e paiz com a mágoa e o riso; Quem d'elle se ausentou treme e maldiz; Mas ai, eu n'elle passo a mocidade, Pois é meu coração esse paiz!