Portuguese poem
Entra cantando, entra cantando, Apolo!
Entra cantando, entra cantando, Apolo! Entra sem cerimônia, a casa é tua; Solta versos ao sol, solta-os à lua, Toca a lira divina, alteia o colo.
Não te embarace esta cabeça nua; Se não possui as primitivas heras, Vibra-lhe ainda a intensa vida sua, E há outonos que valem primaveras.
Aqui verás alegre a casa e a gente, Os adorados filhos, — terno e brando Consolo ao coração que os ama e sente.
E ouvirás inda o eco reboando Do canto dele, que terás presente. Entra cantando, Apolo, entra cantando.