Portuguese poem
Viii
Foge á estancia da paz o hardido moço; Esperança, fortuna, amor e patria A guerrear o levam. Já nas veias O vivo sangue irrequieto pulsa, Como ancioso de correr por ambas, A bella terra e a suspirada noiva. Triste quadro a seus olhos se apresenta; Nos femininos rostos vê pintados Incerteza e terror; lamentos, gritos Soam de entorno. Voam pelas ruas Homens de guerra; homens de paz se aprestam Para a crua peleja; e, ou nobre estancia, Ou choupana rasteira, armado é tudo Contra a forte invasão. Nem lá se deixa Quieto, a sós com Deus, na estreita cella, O solitario monge que ás batalhas Fugiu da vida. O patrimonio santo Cumpre salval-o. Cruz e espada empunha, Deixa a serena região da prece E voa ao torvelinho do combate.