Portuguese poem
A Cruz E O Pára Raios
by Manuel de Arriaga (1840–1917)
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Da velha cathedral, esbella e rendilhada, Votada a ser mansão do Deus, author do mundo, Na flecha a mais gentil, campeia abençoada A cruz do Redemptor, da Gallilêa o oriundo!
Nos impetos da fé, cortantes como a espada, O ungido do Senhor, d'olhar cavo e iracundo, Aponta á multidão, humilde e ajoelhada, Por seu supremo amparo a cruz, no azul profundo!
Em nome d'ella exalça a fé porque a aviventa, E diz mal da rasão que tenta, em vãos ensaios, Dos ceus arrebatar a luz, de que é sedenta!
Mas do alto onde ella está, que causa até desmaios, Temendo que a derrube o fogo da tormenta: Em nome da Rasão lhe pôe um pára raios!...
Outubro de 1888.
Also available with a spoken translation into English in the reader.