Portuguese poem
As minhas cantigas
by Manuel de Oliveira Paiva (1861–1892)
Menina, eu nunca dedilhei na lira Porque achei sempre a lira um impossível Aos dedos meus tão toscos e estouvados
Canto à viola, enquanto o samba gira Em curvas de atração irresistível E dás no corpo uns jeitos engraçados
Deixa que os toleirões civilizados Andem-se a francesar pelos salões Depinicando os virgens corações Como quem prova à mesa os bons guisados
Este viver assim é mais gostoso, É mais humano e até paradisíaco, É sensual sem ser afrodisíaco, Acerba dor não traz depois do gozo.