Portuguese poem
Gente alegre
by Manuel de Oliveira Paiva (1861–1892)
Lá no imo da barreira Como um santinho no nicho Permanece a água pura.
E está fechada a porteira Para lá não descer bicho. Um espeque é fechadura.
Pelas veredas tortuosas, Com cabeças de água cheias, Num vozear de sereias Vão indo as cunhãs formosas
Não usam roupas custosas, Calçam tamancos sem meias, E trazem sangue nas veias, E têm as bocas de rosas.