Versos Portuguese Manuel de Oliveira Paiva Bardos tristes

Portuguese poem

Bardos tristes

by (1861–1892)

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Eu não gosto dos poetas Que andam sempre a se queixar Como quem sofre de calo.

O sentir desses patetas É como um sino a chorar Sob os golpes do badalo

A dor, que relenta a flux Numa lágrima prateada, Ao pó a atração conduz.

Me alimenta a gargalhada Solta aos ventos como a luz Desde o albor da madrugada.