Portuguese poem
Xii
by Manuel Maria Barbosa du Bocage
Amar dentro do peito uma donzella; Jurar-lhe pelos ceos a fé mais pura; Falar-lhe, conseguindo alta ventura, Depois da meia noute na janella:
Fazel-a vir abaixo, e com cautela Sentir abrir a porta, que murmura; Entrar pé ante pé, e com ternura Apertal-a nos braços casta, e bella:
Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos, E a bocca, com prazer o mais jucundo, Apalpar-lhe de neve os dous pimpolhos:
Vêl-a rendida em fim a Amor fecundo; Ditoso levantar-lhe os brancos folhos; É este o maior gosto, que ha no mundo.