Portuguese poem
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by Manuel Maria Barbosa du Bocage
Esquentado frisão, brutal masmarro Girava em Santarem na pobre feira; Eis que divisa ao longe em couva ceira Seus bons irmãos seraphicos de barro:
O bruto, que arremeda um boi de carro Na carranca feroz, parte á carreira, Os sagrados bonecos escaqueira, E arranca de ufania um longo escarro:
N'alma o sancto furor lhe arqueja, e berra; Mas vós enchei-vos de intimo alvoroço, Povos, que do burel soffreis a guerra:
Que dos bonzos de barro o vil destroço E presagio talvez de irem por terra Membrudos fradalhões de carne e osso!