Versos Portuguese Manuel Maria Barbosa du Bocage Viii

Portuguese poem

Viii

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De teu rival, mancebo, nota o modo, E tu sempre diverso modo segue: Não basta ser sómente amante novo, É tambem necessaria nova forma. Se elle inquieto namora, tu sisudo, Se indecente se mostra, tu modesto; Se triste se apresenta, tu alegre; Se acanhado se mostra, tu mais livre; Mas toma sempre virtuoso gesto, Só lhe pareça teu amor franqueza. Não ha no mundo tão lascivo monstro Que a virtude não preze mais que o vicio; E julga sempre a feminina turba D'elles alheio quem se mostra casto: A flamma do Ciume tambem queima, E torra brandas mulherís entranhas; Nem vibora raivosa, que pisada Do vago caminhante se exaspera, Nem besta furiosa, em cujas fauces O nú selvagem crava a setta aguda, Mais iradas se accendem, do que a turba, Quando ciosa se exaspera, e arde. O ciume foi ferro, a cujo golpe Banhou teu sangue, oh forte Pyrrho, as aras, Foi elle a chamma, que abrasou Semele: Em feroz urso transformou Calixto; (Eu mesmo, eu mesmo… Mas a dôr me impede, Tu, suberbo rapaz da Idalia, o dize! Ah! formosa Corinna! Não te engano, Só me abraso por ti, só por ti morro!…) Porém sulquemos novos mares, fuja Nosso veloz batel longe da praia.