Portuguese poem
A Velhice de Aspásia
by Olavo Bilac (1865–1918)
Velha, Aspásia, como um clarão, na Academia E na ágora, surgia e ofuscava as mais belas; E, sob as cãs, e sob as roupagens singelas, Aureolada do amor de Péricles, sorria...
Do Helesponto, do Egeu, do Jônio, em romaria, Vinham vê-la e admirá-la efebos e donzelas. E eles: "Que sol nos teus cabelos brancos!" E elas: "Brilha mais do que a aurora o final do teu dia!"
Ela e a Acrópole, frente a frente, alvas, serenas, Unidas no esplendor, gêmeas na majestade, Eram a forma e a idéia, iluminando Atenas.
Aspásia, deusa clara e simples, na moldura Do céu, nume feliz, perfumava a cidade... Era uma religião a sua formosura!