Versos Portuguese Olavo Bilac Olhando a Corrente

Portuguese poem

Olhando a Corrente

by (1865–1918)

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Põe-te à margem! Contempla-a, lentamente, Crespa, turva, a rolar. Em vão indagas A que paragens, a que longes plagas Desce, ululando, a lúgubre torrente.

Vem de longe, de longe... Ouve-lhe as pragas! Que infrene grita, que bramir freqüente, Que coro de blasfêmias surdamente Rolam na queda dessas negras vagas!

Choras? Tremes? É tarde... Esses violentos Gritos escuta! Em lágrimas, tristonhos, Fechas os olhos?... Olha ainda o horror

Daquelas águas! Vê! Teus juramentos Lá vão! lá vão levados os meus sonhos, Lá vai levado todo o nosso amor!