Versos Portuguese Olavo Bilac O Tempo

Portuguese poem

O Tempo

by (1865–1918)

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Sou o Tempo que passa, que passa, Sem princípio, sem fim, sem medida! Vou levando a Ventura e a Desgraça, Vou levando as vaidades da Vida!

A correr, de segundo em segundo, Vou formando os minutos que correm... Formo as horas que passam no mundo, Formo os anos que nascem e morrem.

Ninguém pode evitar os meus danos... Vou correndo sereno e constante: Desse modo, de cem em cem anos, Formo um século, e passo adiante.

Trabalhai, porque a vida é pequena, E não há para o Tempo demoras! Não gasteis os minutos sem pena! Não façais pouco caso das horas!