Versos Portuguese Olavo Bilac O Tear

Portuguese poem

O Tear

by (1865–1918)

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A fieira zumbe, o piso estala, chia O liço, range o estambre na cadeia; A máquina dos Tempos, dia a dia, Na música monótona vozeia.

Sem pressa, sem pesar, sem alegria, Sem alma, o Tecelão, que cabeceia, Carda, retorce, estira, asseda, fia, Doba e entrelaça, na infindável teia.

Treva e luz, ódio e amor, beijo e queixume, Consolação e raiva, gelo e chama Combinam-se e consomem-se no urdume.

Sem princípio e sem fim, eternamente Passa e repassa a aborrecida trama Nas mãos do Tecelão indiferente...