Portuguese poem
Sahara Vitae
by Olavo Bilac (1865–1918)
Lá vão eles, lá vão! O céu se arqueia Como um teto de bronze infindo e quente, E o sol fuzila e, fuzilando, ardente Criva de flechas de aço o mar de areia...
La vão, com os olhos onde a sede ateia Um fogo estranho, procurando em frente Esse oásis do amor que, claramente, Além, belo e falaz, se delineia.
Mas o simum da morte sopra: a tromba Convulsa envolve-os, prostra-os; e aplacada Sobre si mesma roda e exausta tomba...
E o sol de novo no ígneo céu fuzila... E sobre a geração exterminada A areia dorme plácida e tranqüila.