Portuguese poem
Xv
by Raimundo António de Bulhão Pato (1828–1912)
Na torre pardacenta do mosteiro, Balançam lentamente agora os sinos, E o som profundo e triste dentro d´alma, Desperta dolorosos sentimentos. Por aquelles que á sombra do cypreste, Repousam para sempre, ou dentro em pouco Terão de repousar, o canto funebre, Que ouvis neste momento se desprende. Na terra humida, e fria, eil-o de joelhos; Ante os olhos o cepo, ao lado um padre! Braços nus o carrasco attento espera Pelo instante fatal; certeiro e forte, Deve o golpe caír. Horrivel quadro! Mas comtudo ao redor avidamente, A turba silenciosa se reune, Para ver, Santo Deus! no cadafalso Por ordem de seu pae morrer um filho!