Portuguese poem
Xviii
by Raimundo António de Bulhão Pato (1828–1912)
A multidão gelada e silenciosa, Mal ousa respirar. Alguns gemidos Cortados, mas profundos, se escutaram; Nada mais, a não ser o som socturno Do cutello batendo sobre o cepo.
Nada mais? houve um som, um grito horrivel, Estridulo, selvagem, semelhante Ao da mãe, que de um golpe repentino Vê cair a seus pés sem vida o filho! O grito de quem foi, de onde partiu? De um seio feminil, e mais terriveis Não os solta jámais o desespero!