Portuguese poem
A Flor de Alexandria
by Sílvio Romero (1851–1914)
Adeus, centro da firmeza, Adeus, flor de Alexandria, Se a fortuna me ajudar Te buscarei algum dia. Não sei se mais te verei; Qual será a minha sorte? D'eu te amar até a morte, Como dantes eu te amei? Meu coração já te dei, A outro não posso dar: Só a ti posso afirmar, Que doutro não há de ser. Guarda pois esta firmeza, Nunca te esqueças de mim; Se a fortuna me ajudar, Esta ausência terá fim. Adeus, jasmim de alegria, Espelho aonde me via; Rompe o sol e rompe a aurora, Adeus, clara luz do dia.