Versos Portuguese Sílvio Romero Reisado do Antonio Geraldo

Portuguese poem

Reisado do Antonio Geraldo

by (1851–1914)

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Seu Antonio Gerardo Assim mem'é; O seu boi morreu, Assim mem'é; Qu'há de se fazer? Assim mem'é' É tirar o couro Assim mem'é; Pra siá Micaela, Assim mcm'é... E Brisda Amarela; Assim mem'é. Vou fazer um peso Para amigos meus, Para Venceslau E José Mateus. Osso corredor É do professor; Saiba repartir Com seu promotor. Eu peguei nos rins, Me esqueci da banha! São pra Manol Ivo E Chico Piranha. A chã de dentro É de seu João Bento, A chã de fora De Domingos da Hora. Mocotó da mão É de ManoeI Romão; Mocotó do pé É de seu André; A passarinha É de siá Nanzinha, Saiba repartir Com tia Ana Pibinha. O figo do Boi Foi pra sarandage O resto que ficou Foi pra priquitage. Siá Nenen abra a porta Sentido nos pratos, Que a gente é muita P'ra comprar o fato. A tripa gaiteira É de Maria Vieira, A tripa mais grossa De Chico da Rocha. O menino Esculápio É menino sabido; Pra ele e Caetano, Só ficou o ouvido.

(Segue-se o Bumba-meu-boi)