Portuguese poem
I (É gentil, é prendada a minha…)
by Tomás Antônio Gonzaga (1744–1810)
É gentil, é prendada a minha Alteia; As graças, a modéstia de seu rosto Inspiram no meu peito maior gosto Que ver o próprio trigo quando ondeia.
Mas, vendo o lindo gesto de Dirceia A nova sujeição me vejo exposto; Ah! que é mais engraçado, mais composto Que a pura esfera, de mil astros cheia!
Prender as duas com grilhões estritos É uma ação, ó deuses, inconstante, Indigna de sinceros, nobres peitos.
Cupido, se tens dó de um triste amante, Ou forma de Lorino dois sujeitos, Ou forma desses dois um só semblante.