Versos Portuguese Tomás Antônio Gonzaga Lyra XVII

Portuguese poem

Lyra XVII

by (1744–1810)

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Minha Marilia, Tu enfadada? Que mão ousada Perturbar póde A paz sagrada Do peito teu?

Porém que muito Que irado esteja O teu semblante Tambem troveja O Claro Ceo.

Eu sei, Marilia, Que outra Pastora A toda a hora, Em toda a parte, Céga namora Ao teu Pastor.

Ha sempre fumo Aonde ha fogo; Assim, Marilia, Ha zelos, logo Que existe amor.

Olha, Marilia, Na fonte pura A tua alvura, A tua bocca, E a compostura Das mais feições. Quem tem teu rosto, Ah! não receia, Que terno amante Solte a cadeia, Quebre os grilhões.

Não anda Laura Nestas campinas Sem as boninas No seu cabello, Sem pelles finas No seu jubão.

Porém que importa? O rico aceio Não dá, Marilia, Ao rosto feio A perfeição.